Mansidão e deleite no Senhor

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Domingo é aquele dia abençoado que passamos na presença de Deus, junto aos nossos amigos em Cristo e família, bom demais não é?!
Agora gostaria de compartilhar com você uma reflexão…Sim, ainda sobre a história de Rute, esta mulher amiga, companheira e exemplo de lealdade e obediência.
Se você apenas passar os olhos sobre o livro de Rute sem considerar aspectos da vida naquele tempo, da cultura daquela época e da realidade da vida de Rute e Noemi, talvez você perca grandes lições para sua vida.
Por isso já estou a meditar na história de Rute pelo terceiro dia consecutivo, tentando me imaginar ali em Moabe, acompanhando a morte de Elimeleque e depois de Malom e Quiliom.
Procurando visualizar três mulheres viúvas numa época em que a viuvez representava uma vergonha pública, um notório constrangimento perante todos.
Como já sabemos, Orfa volta para a casa de seus pais e Rute segue Noemi, sua sogra, e ambas retornam para Belém.
E aqui é importante falarmos sobre uma lei que existia em Belém nos tempos de Rute, a lei do levirato, que por sua vez estabelecia a obrigatoriedade de o parente homem mais próximo da viúva ter que com ela casar-se, minando assim com a vergonha que sobre ela recaia, remindo-a.
Rute cresceu em Moabe e por lá essa regra não existia, por isso encontramos Noemi explicando detalhadamente o que Rute deveria fazer perante Boaz, o parente homem mais próximo.
E por falar em Boaz, este era um homem de posses, dono de terras, um verdadeiro fazendeiro de sua época, o senhor da seara.
Aqueles tempos eram de felicidade para Boaz, sua terra produzira fartamente, até que chega o dia mais esperado: o dia da festa da Colheita!
Noemi, então, orienta sua nora e diz: “Rute, se arrume, vista-se lindamente, se prepare para ir até Boaz. Mas filha, não se apresente perante ele no meio da festa, aguarde até que ele termine a comemoração, até que ele esteja feliz e a sós.” (nas minhas palavras…)
E em Rute 3.7 eu encontro o exato momento em que Rute se aproxima “de mansinho” de Boaz, tira a coberta de seus pés e deita ali, quietinha, aos pés de seu remidor.
Daí fico aqui imaginando o que passava pela mente daquela jovem viúva…
Ali estava o homem que tiraria de sobre seus ombros todo o fardo de vergonha da viuvez.
Ali estava o homem que lhe daria filhos, uma descendência.
Ali estava o homem que faria seu nome ser lembrado por gerações.
A Bíblia não informa quantos minutos, ou horas, ficou Rute deitada aos pés de Boaz, mas é certo que não foi de imediato que ele a percebeu…
Sabe o que muito nos atrapalha em nossa caminhada cristã? A euforia, o desespero descontrolado.
Somos acostumados a correr para os pés de Cristo quando os dias tornam-se insuportáveis. Chegamos agonizando perante o Senhor da seara almejando a solução imediata de todos os nossos problemas.
Nosso “eu” grita tanto… não conseguimos chegar “de mansinho”, não respeitamos o descanso do Mestre, seu silêncio.
Rute amansou sua alma e coração para achegar-se até Boaz… Ela confiava no Deus de Noemi, que Ele poderia mudar sua história, no tempo Dele, no jeito Dele.
Que hoje você possa amansar sua alma, silenciar o seu “eu”, chegar aos pés de Cristo com humildade e reverencia, ficar ali deitadinho(a) e quietinho(a) até que teu Senhor desperte e estenda sobre você sua capa, trazendo remissão para a sua vida.
Que Deus abençoe você!
Graça e paz.
LA

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